Decidido, bateu à porta e aguardou. Uma voz um pouco fraca, mas que ele conhecia tão bem disse:
- Pode entrar.
Com o coração apertado e agarrando as margaridas silvestres à sua frente, como se de um escudo se tratasse, Nuno entrou no quarto de Hospital. Muito constrangido e sem saber o que dizer, manteve-se junto à porta, olhando para aquela que foi a sua única amiga nos momentos mais difíceis da sua vida. A sua stora preferida estava encostada na cama, a ler um livro com o título “Como ajudar um toxicodependente a largar o vício”. Tinha a face esquerda coberta com gaze. Percebendo que essa leitura era por causa dele e vendo que, apesar de a ter magoado, a stora ainda se preocupava com ele, sentiu-se possuído por uma tristeza infinita e sentiu os seus olhos encherem-se de lágrimas.
- Então, Nuno? Vieste visitar-me?
Recuperando a voz, Nuno deixou-se cair de joelhos, dizendo atabalhoadamente por entre as lágrimas:
- Desculpe stora, desculpe… Tente perdoar-me. Eu nunca pensei que a pudesse magoar… Não era minha intenção… Nunca imaginei que pudesse chegar a este ponto. Que tenho de fazer para que me perdoe?
Luísa Paula Pereira 2010-03-08
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário