segunda-feira, 15 de março de 2010

7º F - A luz ao fundo do tunel?

-Nuno, perdoei-te desde o primeiro momento – exclamou a professora com uma ponta de emoção na voz pois já se convencera de que aquele aluno nunca iria assumir o seu acto tresloucado -Não te culpes dessa forma, eu também já fui adolescente – concluiu.


- Obrigado pela compreensão stôra!! - balbuciou Nuno grato pela oportunidade que a professora lhe estava a dar para corrigir o seu caminho.

- Agora, a tarefa que tens pela frente é muito difícil, tu sabes bem disso. Prepara-te, vais precisar de amigos verdadeiros, da tua família e de quem mais vier para te ajudar!

-Com o corpo a tremer, as flores esquecidas nas mãos, as lágrimas que teimavam em nascer nos seus olhos tristes uma atrás da outra, a única coisa que sabia dizer era “Obrigado, prometo que não a vou desiludir”.

-Truz, Truz, Truz! - surgiu a cabeça da Luísa a espreitar na porta do quarto.

-Já soubemos tudo o que aconteceu, stôra. Como é que está? Sente-se melhor? Precisa de alguma coisa? Estão a tratá-la bem? – interrogou Luísa eufórica

A professora já se preparava para responder quando chegaram a Catarina e a Filipa.

-Desculpe, stôra, podemos entrar?

-Vou andando… - segredou o Nuno ao ouvido da professora disfarçadamente – Deixo as flores na casa de banho…

-Não, não vás embora agora que estão aqui verdadeiros amigos que te podem ajudar!, Por favor Nuno! É a tua saúde, é o teu futuro! - gritou a professora quase em pânico.

- Ajudar quem? – perguntou curiosa a Eunice que acabava de se juntar às colegas no quarto .
 Prof. Elvira, 15 de Março 2010

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