-Nuno, perdoei-te desde o primeiro momento – exclamou a professora com uma ponta de emoção na voz pois já se convencera de que aquele aluno nunca iria assumir o seu acto tresloucado -Não te culpes dessa forma, eu também já fui adolescente – concluiu.
- Obrigado pela compreensão stôra!! - balbuciou Nuno grato pela oportunidade que a professora lhe estava a dar para corrigir o seu caminho.
- Agora, a tarefa que tens pela frente é muito difícil, tu sabes bem disso. Prepara-te, vais precisar de amigos verdadeiros, da tua família e de quem mais vier para te ajudar!
-Com o corpo a tremer, as flores esquecidas nas mãos, as lágrimas que teimavam em nascer nos seus olhos tristes uma atrás da outra, a única coisa que sabia dizer era “Obrigado, prometo que não a vou desiludir”.
-Truz, Truz, Truz! - surgiu a cabeça da Luísa a espreitar na porta do quarto.
-Já soubemos tudo o que aconteceu, stôra. Como é que está? Sente-se melhor? Precisa de alguma coisa? Estão a tratá-la bem? – interrogou Luísa eufórica
A professora já se preparava para responder quando chegaram a Catarina e a Filipa.
-Desculpe, stôra, podemos entrar?
-Vou andando… - segredou o Nuno ao ouvido da professora disfarçadamente – Deixo as flores na casa de banho…
-Não, não vás embora agora que estão aqui verdadeiros amigos que te podem ajudar!, Por favor Nuno! É a tua saúde, é o teu futuro! - gritou a professora quase em pânico.
- Ajudar quem? – perguntou curiosa a Eunice que acabava de se juntar às colegas no quarto .
Prof. Elvira, 15 de Março 2010
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário