- Ainda não… mas serás se continuares nesta vida de meras ilusões!
Olhou-a confuso. Os seus olhos castanhos espelhavam bem a guerra interior que estava a sentir, a tristeza e a depressão que a imagem lhe provocaram. O Grito saiu-lhe como uma libertação de um pesadelo:
- NÃO! EU NÃO SOU ESTE! As palavras soavam a revolta, a raiva e angústia.
Ariel abraçou-o. Nuno chorou pela segunda vez .
- Vamos? – convidou-o comovida.
Pegou-lhe na mesma mão direita e transportou-se com ele até um lugar muito calmo. Ficava nos subúrbios do grande aglomerado de casas, arranha-céus e chaminés, longe do movimento louco e stressante da cidade. Estavam em frente a uma casa de um único andar, plantada num extenso espaço verde, com enormes janelas, rasgadas para receber a paisagem do exterior. Havia muitas flores e muitas árvores.
Enquanto se demoravam a contemplar aquele pequeno paraíso saiu da casa um homem seguido de duas crianças. À porta ficou uma mulher esbelta que se despediu da família com um sorriso e um acenar gracioso.
Pouco depois, também ela se encaminhou confiante e feliz em direcção a um carro que arrancou atrás da carrinha que levava o marido e os filhos.
Já entendi! Por favor! Preciso de sair daqui!
No momento seguinte estavam de volta ao plátano.
- Já te vais? – perguntou o rapaz com a voz encharcada no pânico que lhe apertou a garganta.
- Estarei sempre contigo, aconteça o que acontecer, mas terás de ser tu a escolher o caminho que queres fazer.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
7ºC
Mesmo assim Nuno desconfiava de que nada daquilo era real. A sua vida era uma desgraça, estava farto dela. Tudo o que ele fazia era asneira. Beliscou-se. Sentiu dor.
-Nuno pára com isso! – exclamou Ariel olhando-o decidida.
-Quem me dera voltar atrás! – vociferou o rapaz.
- O passado é passado, não podemos fazer nada quanto a isso, mas com o futuro não é bem assim, ainda estás a tempo! Vem comigo, vou-te levar numa viagem um tanto estranha. Prepara-te, podes ter de assistir a cenas chocantes.
Aproximou-se e pediu:
- Dá-me a tua mão direita, fecha os olhos. Vais-te sentir leve, irreal mas é mesmo assim.
Nuno obedeceu e por momentos não sentiu nada além de uma grande tranquilidade. De repente… viu-se num beco duma rua de uma grande cidade. Não se reconheceu naquele farrapo de homem ressacado, semi-nu, papos nos olhos raiados de vermelho, vidrados, fixos na lua fria.
-Que horror! Não sou eu, pois não? – perguntou aflito.
7º C – Prof. Glória Sousa 1 de Fevereiro 2010
-Nuno pára com isso! – exclamou Ariel olhando-o decidida.
-Quem me dera voltar atrás! – vociferou o rapaz.
- O passado é passado, não podemos fazer nada quanto a isso, mas com o futuro não é bem assim, ainda estás a tempo! Vem comigo, vou-te levar numa viagem um tanto estranha. Prepara-te, podes ter de assistir a cenas chocantes.
Aproximou-se e pediu:
- Dá-me a tua mão direita, fecha os olhos. Vais-te sentir leve, irreal mas é mesmo assim.
Nuno obedeceu e por momentos não sentiu nada além de uma grande tranquilidade. De repente… viu-se num beco duma rua de uma grande cidade. Não se reconheceu naquele farrapo de homem ressacado, semi-nu, papos nos olhos raiados de vermelho, vidrados, fixos na lua fria.
-Que horror! Não sou eu, pois não? – perguntou aflito.
7º C – Prof. Glória Sousa 1 de Fevereiro 2010
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