quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

7ºC

Mesmo assim Nuno desconfiava de que nada daquilo era real. A sua vida era uma desgraça, estava farto dela. Tudo o que ele fazia era asneira. Beliscou-se. Sentiu dor.
-Nuno pára com isso! – exclamou Ariel olhando-o decidida.
-Quem me dera voltar atrás! – vociferou o rapaz.
- O passado é passado, não podemos fazer nada quanto a isso, mas com o futuro não é bem assim, ainda estás a tempo! Vem comigo, vou-te levar numa viagem um tanto estranha. Prepara-te, podes ter de assistir a cenas chocantes.
Aproximou-se e pediu:
- Dá-me a tua mão direita, fecha os olhos. Vais-te sentir leve, irreal mas é mesmo assim.
Nuno obedeceu e por momentos não sentiu nada além de uma grande tranquilidade. De repente… viu-se num beco duma rua de uma grande cidade. Não se reconheceu naquele farrapo de homem ressacado, semi-nu, papos nos olhos raiados de vermelho, vidrados, fixos na lua fria.
-Que horror! Não sou eu, pois não? – perguntou aflito.

7º C – Prof. Glória Sousa 1 de Fevereiro 2010

Sem comentários:

Enviar um comentário