segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

8º C - Ela aparece...

“O que é que eu fui fazer ! “ Muito perturbado saiu da biblioteca. Precisava de pôr ordem na sua cabeça, tinha urgência em limpar a alma daquele desespero, aliviar aquela culpa que lhe pesava mais do que qualquer outra coisa lhe pesara na sua vida de jovem inconsequente. Correu para o seu esconderijo, onde conseguia reflectir, o canteiro junto à sala dos professores, um lugar escuro no Inverno, solarengo no Verão. Por ficar tão perto do convívio com os professores nunca alguém se havia lembrado de o frequentar. Escondido pelas ramagens do plátano viu a ambulância passar. Foi então que começou a chorar. A raiva fez-se água salgada e ele deixou que ela corre-se até se sentir cansado. Completamente extenuado ouviu passos mas não teve força para tentar abandonar o tronco da grande árvore que o abrigava dos olhares indiscretos. A rapariga aproximou-se sem lhe fazer perguntas e passou-lhe a mão direita pelos cabelos em desalinho. Nuno achou-a perfeita…

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

As coisas complicam-se para o Nuno

-Para quê ?! – perguntou Nuno agressivamente - Eles não querem saber de mim!


-Não custa tentar, qual é o pai que não se importa com o seu filho?!

-Não quero!

- Os teus pais podiam ajudar-te.

- Não quero!

-Vá lá Nuno…

-NÃO-QUE-RO!

Sem noção do que estava a fazer deu um pontapé na cadeira ao seu lado. Esta embateu violentamente no vidro do armário. TRAZ! À velocidade de um raio um fragmento de vidro atingiu a face da professora.

Nuno estava incrédulo…como era capaz de uma atitude desta violência com uma professora tão simpática e que já lhe tinha dado muitas provas de preocupação sincera?



Gabriela Dias 9ºC Bento Martins 9ºC 11 de Janeiro 2010

Filipa Branco 9ºC Anthony Figueira 9ºC



Prof. João Monteiro

9º B - "Como é que me vou safar desta?"

Estupefacta, a professora Helena percebeu que o caso era mais complexo do que pensara e que não conhecia o aluno que tinha à sua frente.


Sem palavras, completamente bloqueada não desviou o olhar do Nuno e docemente pôs-lhe a mão no ombro. Nesse momento o rapaz compreendeu que continuava a ter o apoio da stôra.

As perguntas surgiam em catadupa na sua cabeça.

“E agora, o que é que vai acontecer? Será que ela vai contar a alguém? Como é que me vou safar desta?”

- Posso marcar um encontro com os teus pais? – perguntou a medo a professora.



9º B , 27 de Novembro

Prof. Elvira Ferreira